domingo, 3 de março de 2013

Cartas ao MEU sonhador.....



Amo-te.......
Tudo começou  naquele dia.....[O] dia..
Naquele instante...
No momento em que te reconheci eu já sabia..Você sentiu... te amo...
Não consegui falar e expressar todo o meu amor naquelas poucas horas, mas dentro de mim dizia.... é amor.
Você chegou de peito aberto, de coração pleno. Nosso programa era algo excepcional. O céu...... O vento...A gula...
E esbaldamo-nos..... Comemos, degustamos.
Era uma satisfação te ter comigo...
Nos conhecíamos havia tão pouco tempo e podem dizer que é clichê, o que for... Mas, sentia como se uma vida toda tivéssemos passado juntos...Alma gêmeas (lembra)
Minhas palavras completavam as suas, minhas idéias encaixavam contigo... Ao final do primeiro encontro, senti uma urgência. De você...
Queria mais... Mais contato, mais comida, mais bebida. Mais de ti...(deu medo)
Mais palavras, mais inspiração, mais textos, mais calor, mais carinho, mais atenção, mais amor...mais...mais...mais...E você.... Queria você. Comigo, por perto, junto...
Precisava dividir minha ausência, precisava somar; contigo. E você somou, me presenteou com sua companhia. COMPLETA..

...............E você partiu......Vazio.......

E você partiu... Deixou palavras, sentimentos....
E eu errei...sou boa nisso..
Esperei... E você não voltou. Não retornou....
Eu me culpei... Me flagelei.... Acreditava que sua presença junto de mim, seria a plenitude. Mas me enganei...
A plenitude é te ter nessa vida... E mesmo distante, pairar em seus pensamentos... É ter a certeza de um caso bem sucedido. De um amor inteiro. Amar uma alma, amar sua alma.
Conquistar diariamente seus olhos, ser um ponto crucial em seus pensamentos...
Manter a sanidade, quando o que mais queremos é a loucura.
Te amar dessa forma...... E dessa forma ser recompensada...
Sei tantas coisas, e no meio de tanto saber não sou inteligente o suficiente...Complicada...Orgulhosa
Suas qualidades, enobrecem...
Seus defeitos, acrescentam...
Moldam dia a dia esse homem maravilhoso, arrebatado, esse MEU sonhador que eu vislumbro...
E se a distância nos separou, a vida tratou de nos unir...De nos achar..
Você diz: Fica.. Eu replico. Repenso, e falo: Fica?
Não suma...
Não deixe...
Não afaste...
Não... Não.....
Que todas as negativas, tenham uma conseqüência positiva....

ESPERO....

ESPERE....

Se vier, que venha inteiro... Se ficar, que fique feliz.... Se for, que vá contente. Se amar, que ame...

Eu vou, eu fico. Eu amo...

Existe um fio de memória delicado de várias eras, que nos une, sei disso pq não consigo te esquecer...

                                                   Amo-te.....Mais!!!

.......
Eu te amo, cuide-se. Nós nos vemos por ai, afinal....estamos longe, eu sei, mas veja: O céu esta lindo....



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013




...

- Que quer dizer "cativar"? 

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços"... 

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo aos teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo. 
(...)Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
                                   
                                                                                                               " O pequeno príncipe"


                                                                                                   You make it real - James Marrison
                                                                               

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Jardins Noturnos ........


Sou um cadáver

Com o coração ferido

Andando pelos jardins noturnos

Enterro meu corpo nas cinzas da existência

E escolho por negar minha vida

Derramo uma lágrima

Que se suspende no medo

E as vezes, as almas vem aqui me consolar

E vejo-me beijando as sombras

Numa manhã cheia de angústia

Ele, meu doce Devaneio

Ele abraça docemente a minha dor

Caminhando lentamente a meu lado

Protegendo-me do mal dos dias de chuva

E sempre que eu caio, peço para ele não ficar  (Fique)

Para não olhar em minha face  (Me ajude)

Para não tomar minha dor  (Não me deixe sozinha)

Ele nunca vai  (Conforto)

E assim caminhamos pelas margens do mundo

Os MASCARADOS seres negros

Sabendo que para nós

O amor é tão frio quanto a MORTE

Sabendo q nada voltará, exceto DESESPERO

E isso é a única coisa que resta

Quando nos cemitérios eu choro em silêncio

Eu me lembro de suas palavras

Quando as vozes me sentenciam a sofrer

Eu ouço-o dizendo resista

Quando deito minha cabeça numa tumba fria

Vejo sua mão sendo estendida

E quando espero a Morte me consolar

Você me traz de volta a vida

Já não existe quase nada refletido no espelho de meus dias

Apenas você

Sem você minha queda seria mais rápida

Se ao menos eu pudesse tomar sua dor para mim

E conseguisse que você partisse em paz

Você sonharia novamente

E alem das margens da terra

Nas quais caminhamos juntos mas sozinhos

Esperamos por um Sonho perdido

Nada do que deixamos voltará

Exceto Desespero

E quando o dia amanhecer

Desespero virá apenas para mim

Pois eu a tomarei de você

E nos jardins noturnos, você sorrirá novamente

E eu a seguirei, rumo a terra dos sonhos

Que nós abandonamos há muito tempo

Por saber que o amor

É tão frio quanto a morte.



†Devaneio†
E me sinto hoje forte, pois morri a vida para viver a morte

( Filha de Morpheu.. )

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

                                                          

                                                     
 Pintei o cenário
 e coloquei no prumo;
 varri a plateia,
 arrumei os bastidores.
 No camarim, frutas e champanha:
eu seria a personagem principal.
Depois repassei minhas falas,
provei minhas fantasias,
e me pus a chorar:
numa escada invertida,
nem em cima
nem embaixo,
passavam estranhas figuras,
grandes demais para mim.

( Eu andava pelo palco, sem sapatos nem rumo.)

Alguém me chama, bem atrás na plateia:
um aceno, uma voz sumida
parece dizer meu Nome.
* É alguém de óculos, pois as lentes refletem a luz do teto.*
Posso responder?
Devo acenar de volta?
Atrás de mim
alguém veste os bonecos da VIDA
e as estátuas da MORTE.
Euforia e Medo,
é com eles q vou contracenar
( ou é comigo mesma?).

( Por cima do nariz de palhaço ajeito meus óculos para ver melhor)

O cenário é uma casa,
cabana ou um castelo.
Alguns manequins de plástico são os atores:
Soldados, reis, servos e príncipes
 E alguém q já MORREU.
Portas abrem ou fecham num longo corredor,
para eu inventar os objetos e falas.

Posso mudar tudo:
criar árvores no mar,
pássaros e trilhas
que se entrecruzam
incomunicáveis.

Viver é todos os dias partejar a vida.
( Ela nasce com cabeça grande demais, muitos braços
- ás vezes sem pernas.)
Dar à luz dói.
Faço isso todos os dias,
exposto como num palco:
aquele bonequinho 
sou eu
num mundo q vou montando.

Mas nem tudo me assusta,
nem tudo me prende:
posso abrir algumas portas,
posso fechar outras, 
posso escolher o sexo
e a cor dos olhos de cada um.

Postei-me na beira do palco:
terminada a última fala,
o gesto final concluído.
Dobro-me em dois para agradecer,
pois me aplaudem:
pareço uma criança pronta para entrar

( Em uma casa nova )

Se eu erguer o rosto e abrir os olhos,
se pedir papel e caneta
ou meu computador,
poderei reescrever tudo ou parte do q fiz.
Pois cada sopro de voz aqui
e cada gesto que se desenha
reverberam por todos os quartos 
que se expandem
e corredores que se desenrolam,
na renovação do SONHO
e completude do círculo.

Para o sempre do sempre Amém....


                                              ( Costumo chama-la de A PEQUENA NOTÁVEL....."Lya Luft" )
                                                * Os dias por aqui andam frios.....*

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Silêncio...

                                                  
    Quando você tenta o seu melhor... mas não tem sucesso....
    Quando você consegue o que quer... mas não o que precisa....
    Quando você se sente cansado... mas não consegue dormir....
    Preso em marcha ré... Quando as lágrimas começam a rolar pelo seu rosto....
    Quando você perde algo que não pode substituir....
    Quando você AMA alguém, mas é desperdiçado....Pode ser pior?
    Luzes vão te guiar até em casa e aquecer teus ossos e eu tentarei, consertar você....
   Bem no alto ou bem lá em baixo... quando você está muito apaixonado para esquecer....
   Mas se você nunca tentar... nunca vai saber... o quanto você vale....
   Luzes vão te guiar até em casa e aquecer teus ossos e eu tentarei consertar você....
   Lágrimas rolam no seu rosto quando você perde algo que não pode substituir ....
   Luzes vão te guiar até em casa e aquecer teus ossos... e eu tentarei... consertar.... 

                                       Coldplay-fix you ( Boyce Avenue e Tyler Ward- cover ) 


                                                                            ( Quando as palavras falham.....)


sábado, 27 de agosto de 2011

Um conto sobre os Perpétuos...






Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desejo, Delírio e Desespero...

Durante um longo tempo, busquei incessantemente por um dos sete, ela, que é temida por muitos, mas também, aclamada como uma musa pelas almas menos afortunadas como a minha, seu nome... Morte, Morte dos Perpétuos, bela, sutil, elegante, tentar descrevê-la poeticamente é infrutífero e entendê-la é insensato.

Por duas vezes eu a encontrei, estive em seus braços gélidos e confortantes, senti sua presença bem próxima a mim, mas ela se recusou a me levar até seu reino onde todas as almas encontram o descanso final para seus tormentos; e foi assim que conheci uma de suas irmãs, a que ficaria comigo no decorrer da minha "vida", ela tinha por nome Desespero.

Tudo começou com a intervenção de Desejo, há muito, muito tempo atrás, mas ela não agiu sozinha, havia um toque de Destino, o mais antigo e cruel entre os sete, e por vontade de Destino, eu nasci... Deveriam ter me matado! Me abortado! Seria menos doloroso do que esta patética existência na qual me encontro neste momento... Doce morte!

Eu sempre fui uma criança problemática, solitária e angustiada, cresci sendo julgado como um estranha por pessoas que me olhavam com desprezo, na verdade quase sempre incompreendida, uma única pessoa me compreendeu profundamente, mas ainda não é hora de falar sobre ele. Durante longos anos, Desespero foi minha fiel companheira, sempre ao meu lado onde quer que eu caminhasse, eu a via em meus olhos, refletida em cada espelho e me acostumei com sua fria presença, depois de anos você acaba se acostumando, e como uma dádiva maldita ela me mostrou cada face, cada parte sua, cada janela e porta de seu mundo a cada monótono dia, os dias...

Dias são como sonhos perdidos, caindo no esquecimento letárgico, cada minuto fere, o último mata, amo estas palavras! Mais um dia vazio e completamente sem sentido algo se passou e então o sol se pôs e sei que ele se porá novamente amanhã, isto é tão certo como minhas súplicas. Talvez eu não esteja mais aqui para ver a noite jogar seu negro manto sobre nós e com o pálido encanto da lua, a paz voltar momentaneamente a meu cansado ser.

Se eu não estiver mais aqui para vê-la, ai talvez os sonhos ruins me abandonem para sempre... Ou talvez eu nunca mais volte a sonhar um sonho que há muito perdi, mas o que seria pior? Não sei, gostaria que houvesse uma resposta para cada pergunta que nunca tive coragem de fazer, mas infelizmente eu não as tenho e ninguém nunca terá controle algum sobre seu mais mísero Desejo... As coisas seriam melhores se tivéssemos? Apenas dúvidas hipoteticamente infundadas de minha pobre mente.

Me disseram que nenhum ser humano poderia acordar todos os dias para plantar espinhos nos jardins de sua alma... Sábias palavras! Neste momento de minha vida, percorro um labirinto de rosas mortas, caminhando entre os espinhos, neste jardim de seres mórbidos que habitam minha alma, não tenho mais forças para encontrar a saída deste imenso emaranhado de sentimentos que me invadem a todo momento e assim vou vagando, tentando viver, conviver com meus erros, medos e pecados, acompanhado apenas pela sombra do que um dia eu fui. Esta lembrança faz brotar uma lágrima em meus olhos, e que tão logo percorre o abismo de minha face. Tento me recordar de um toque e o tempo parece eterno entre o rolar de uma lágrima e a lembrança de um sorriso, e me perco neste momento... Mas a realidade é outra e ela logo se mostra.

A vida tem um senso de humor doentio e muitas vezes nos mostra uma face grotesca demais para ser refletida, um fardo demasiadamente pesado para um só homem suportar, digerir e no final, isso é tudo o que sou, defeituosa, imperfeita, apenas uma mulher em busca de respostas, respostas para as perguntas que nunca foram feitas... Estarei enlouquecendo?

Talvez eu nunca saiba. E tudo o que tenho são lembranças, recordações que se perdem a todo momento nos cantos semi-iluminados de meu quarto onde as paredes úmidas servem como confidentes de minhas eternas lamentações, meu mundo, minha prisão. Na maioria das vezes nem mesmo as paredes me confortam; e assim saio pela noite, noites perfeitamente criadas para as almas suplicantes vagarem em busca de redenção para seus crimes e pecados; é exatamente por isso que caminho sem rumo algum por elas... Redenção! Agora tenho medo... Medo daquele lugar no qual eu sempre vou para tentar esquecer, tentar apagar minha dor, lá eu escuto o silêncio, como sons vindos de um outro plano, um outro mundo profano que eu criei apenas para sentenciar-me, um plano, onde o silêncio me toma.
  (( Já não falo com mais ninguém e aquilo que ensaio repetir, não pode mais ser dito, porque lá não há ninguém e lá eu não falarei. Me sento, solitário e silenciosamente num canto escuro de minha alma, e do lado de fora, escuto um lago de luz, alguém que fala de vez em quando, pedindo-me para dividir minhas dores, mas não há mais esperança, porque não há ninguém lá... Desespero toca meu rosto, adormeço o tempo para aturar a dor, já não consigo mais ter fôlego no mundo real e assim, me refugio no Reino dos Sonhos, agarro meus medos e os diluo com lágrimas, pinto teus olhos, escrevo tuas palavras e é assim que mantenho vivas as minhas mais doces lembranças, de tempos que jamais voltarão. ))

Continua...


                                                              †Devaneio† 
 
                            E me sinto hoje forte, pois morri a vida para viver a morte† 


                                       ( Filha de Morpheu e seus Devaneios )

       

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Um conto sobre os Perpétuos pt II

                                                                                  
Um lampejo toma minha mente, e me encontro muito longe dos lugares que em outros tempos aqueceram minha alma que hoje congela no reino de Desespero, um lugar no qual fui lançada e presa pelos grilhões de erros cometidos e que me atormentam incessantemente... É ali que devo permanecer até redimir-me e enfim, ascender, libertando-me...E me pergunto: Onde estará minha força? Talvez nos olhos de um anjo que um dia passou por minha vida, tão breve como o vento frio que agora corta meu rosto, um anjo que me deu asas e me levou ao céu onde pude contemplar a beleza dos mais puros sentimentos humanos, um anjo que me mostrou a escadaria que leva ao paraíso, mas o paraíso nada mais é do que um estreito caminho para o inferno... E eu cai, neste solo patético e estranhamente sem sentido algum para mim, sem minhas asas. Quando os anjos perdem as asas eles usam farrapos para esconder sua eterna vergonha por tê-las perdido...
Quanto ao frio, eu gosto dele, me deixa mais próximo do suave toque da Morte, esta brisa gelada que envolve meu rosto abatido e desesperançoso, uma face que há muito busca por descanso... Será Delírio? - Risos insanos - Sim! Delírio! Eu o conheci de uma maneira muito estranha, entre a pena e o papígrafo, onde tentava descrever algo que eu não sabia exatamente o que era, sei que nunca fui boa com as palavras, apenas deixo-as fluírem em minha mente, com cada um dos sete ao meu lado, sussurrando-me cada letra, algumas tem gosto de Sonhos, outras cheiro de Morte, muitas vezes as palavras me vem como um Desejo, outrora como um Delírio, será meu Destino escrever estas melancólicas linhas? Ou minha Destruição? Não, apenas um momento de Desespero, como sempre ela está mais próxima.
Desejo lançou seus encantos sobre mim em uma noite sem lua, mas encontrei algo que brilhava como a própria, meus sentidos foram ofuscados por Desejo e Delírio e assim, Desespero me abandonou, deu seu lugar para o mais misterioso dos sete, e foi no reino dele, o senhor das coisas não criadas, que passei a maior parte de minha vida desde então, pois desperto não posso dizer que vivo, os meus sonhos eram confortáveis, hoje, me lamento a cada despertar, qualquer coisa é melhor do que a realidade na qual tenho passado meus dias.
Naquela noite, sobre os encantos da lua ofuscada pelas nuvens carregadas, encontrei alguém que me compreendia e isso era tudo o que sempre havia procurado, entendimento. Cada palavra, cada sentimento descrito, ele compreendia. E sonhei... Como há muito eu não fazia. Sonhei com alguém que eu não conhecia, mas que em meus sonhos me era tão familiar quanto eu mesma, ele surgiu como uma folha seca sendo levada pelo vento, e em meio a milhares de gravetos, encontrar outra folha, foi assim, sem intenção alguma; puxando-me pra fora do vale da Morte, um lugar no qual eu tentava ludibriar a companhia de Desespero, fui trazida de volta à vida que eu havia abandonado, pela primeira vez, senti medo da Morte, eu não queria morrer naquele momento... Quando despertei, eu agradeci ao Senhor dos Sonhos, Morpheus, mais conhecido como Sonhos dos Perpétuos ou simplesmente, Devaneio. ( * como é doce essa palavra "Deva"* )
Delírio mais uma vez invadiu minha vida, me trazendo um êxtase que sempre sonhei em sentir. Tempos depois, eu o conheci, que ser encantador, doce! Doce lua brilhando no céu... E assim, Desejo nos tocou, a Morte sorria ao longe e vi Desespero dando as costas a mim, achei que seria definitivamente, mas me enganei, e mais uma vez eu sonhei...
Eu podia ver meu lar, os meus filhos, e em meus sonhos eu fui feliz, como sempre quis ser... Apenas sonhos... Como costumo dizer: "Sonhos são como deuses, eles deixam de existir quando não acreditamos mais neles". Talvez os sonhos sejam uma busca pelo paraíso, incessante busca dos corações humanos... Morpheus às vezes é mais impiedoso do que sua irmã Morte.
Quanto a Delírio... Delírio é apenas uma contra-regra paradoxal, um paradigma distorcido de uma realidade decadente, pode ser boa, mas nem sempre,em um momento de fraqueza e descuido que me entreguei a ela, o Destino virou sua página e Destruição entrou em cena, tudo desmoronou, era o começo do fim, Desejo riu, havia um elemento na história, um elemento oculto que se preparava para ser revelado e ali começava a minha decadência e o primeiro dia do resto da minha inútil vida. Adormeci sentindo próximo a mim um hálito frio, vago e caótico. Eu havia sentido isso por muito tempo, era ela novamente, sussurrando carinhosamente que voltaria, que não me deixaria sozinha em meio a meus mórbidos pensares. 


†Devaneio†

 ( Filha de Morpheu e seus Devaneios )